sexta-feira

NA LATA


Por Valdenir Aguiar

 Quando você quer construir você procura um profissional da área de construção.  Quando você precisa fazer algo com ferros, procura alguém da metalurgia. Nada mais óbvio que se quisermos uma opinião abalizada e coerente a respeito da problemática que envolve a criminalidade juvenil, indagarmos alguém da área.  Tive o prazer de ouvir declarações coerentes e cheias de verdade, de um funcionário de uma instituição Sobralense encarregada desta problemática.  Ouvi do Sr. Gerardo Albuquerque, profissional a mais de 30 anos lidando com menores infratores na nossa cidade, portanto, profundo conhecedor dos problemas e dificuldades que envolvem este tema. Quando perguntado sobre a eficiência da ressocialização dos centros encarregados disso, foi enfático. Respondeu ele, Não há ressocialização, de cada 10 menores infratores que por lá passam, apenas 3 talvez não volte a praticar crimes. Quando indagado sobre ser ou não a favor da redução da maioridade, enfatizou, se o sistema não funciona, sou a favor de que alguma coisa seja feita. O menor infrator deveria responder por seus atos até a partir dos 12 anos, e nunca, passar a infância toda na prática de crimes e ao completar 18 anos sair com a ficha limpa. É realmente um absurdo. Vi nas palavras deste profissional a mais clara exposição da realidade do tratamento dado ao jovem infrator, eles cometem crimes, dos mais diversos e graves, o sistema os protegem, a bandidagem adulta os usam, a reabilitação tão propagada e defendida não acontece, a impunidade galopante esta solta e os centros para menores infratores, ocupados hoje, pelos detentos dos presídios de amanhã. Concordei em gênero e grau também, quando o referido profissional disse que, a origem de todo este problema não está na sociedade, não está na falta de políticas publicas, está sim, na família desestruturada desta criança. Ninguém nasce marginal, ele é moldado conforme o meio em que foi criado. De cada 100 jovens delinquentes, 80 são por culpa dos pais.
Os outros 20 podem surgir devido às amizades e influências externas, mas mesmos assim ainda pela desestruturação familiar. Portanto, tenha uma família estruturada e reduza em muito as chances de ter um jovem problemático. Família, a base de tudo.



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