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CRISE HÍDRICA EM SOBRAL: ENTRE O SUCATEAMENTO E A GESTÃO CONTROVERSA, VEJA VIDEOS

 


Em Sobral, cidade situada no interior do Ceará, a população enfrenta uma grave crise no abastecimento de água que afeta 15 bairros. Este cenário de escassez hídrica não é recente, mas ganhou destaque após uma série de eventos e denúncias que expuseram a fragilidade e a má gestão dos sistemas de abastecimento e tratamento de água na região.

Em junho do ano passado, o radialista Paulo Profiro lançou luz sobre o sucateamento dos equipamentos responsáveis pela distribuição e tratamento de água na cidade. Essa reportagem levou o Deputado Dr. Oscar Rodrigues a denunciar, na Tribuna da Assembleia Legislativa, o estado precário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), afirmando que as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE's) estavam despejando dejetos in natura diretamente no Rio Acaraú. Tal acusação levou o prefeito Ivo Gomes a criticar as afirmações do deputado, chamando-o de "louco" em uma declaração pública.




A situação escalou quando, dois meses após as denúncias, o Ministério Público deu razão ao Deputado Dr. Oscar Rodrigues, ordenando ao prefeito de Sobral que afastasse o diretor do SAAE. No entanto, a decisão do MP não foi acatada, o que culminou na persistência e agravamento dos problemas de abastecimento de água na cidade.

A crise alcançou um ponto crítico essa semana, quando váriso bairros de Sobral estão mais de quatro dias sem água, forçando os moradores a buscar alternativas nas fontes das praças da cidade, riacho e em outros lugares. Uma tentativa de reparo foi anunciada na noite desse ultimo sábado (23), mas logo em seguida a população foi informada de que o problema não havia sido resolvido de forma eficaz, resultando em novos vazamentos.

Esta sequência de eventos ressalta a falta de investimento em infraestrutura adequada, manutenção preventiva e modernização dos sistemas de distribuição e tratamento de água. Além disso, a gestão financeira e administrativa do SAAE tem sido alvo de críticas, com denúncias envolvendo desperdício de recursos, falta de transparência e uso ineficiente dos fundos destinados ao serviço de água e esgoto. Os moradores de Sobral, que anualmente contribuem com mais de 7 milhões de reais em impostos na conta de água, expressam crescente frustração com a falta de um serviço de qualidade, enquanto enfrentam interrupções frequentes no fornecimento de água.


Seria mais um paliativo, já que não fizeram da forma que tinha que ser por conta do muro?


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